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INTERPRETAÇÃO
– A doença celíaca é uma alteração autoimune que pode se desenvolver em qualquer idade. Esta alteração faz com que o sistema imunológico do indivíduo produza auto anticorpos contra as microvilosidades intestinais, quando na sua alimentação há a presença do glúten (proteína encontrada no trigo, no centeio e na cevada). Esta alteração leva uma inflamação do trato gastrointestinal, com o encurtamento das microvilosidades que causam diarréia, má absorção de nutrientes e à perda de peso.
– Os sintomas mais comuns são dor abdominal, inchaço (distensão), má absorção de nutrientes e intolerâncias alimentares, porém em casos graves podem ocorrer enxaqueca, depressão, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e epilepsia.
– A inflamação associada à doença celíaca pode levar a um aumento do risco de desenvolver certos cânceres gastrointestinais, como câncer do intestino delgado ou do esôfago.
– Algumas pessoas têm doença celíaca silenciosa, na qual não apresentam sintomas do distúrbio. Por isso em média, o diagnóstico dessa doença demora entre 6 a 10 anos após o início dos sintomas. No entanto, pessoas com doença celíaca silenciosa têm autoanticorpos no sangue e danos inflamatórios no intestino delgado que podem ser detectados pela biópsia.
– Para fechar o diagnóstico de doença celíaca é necessário combinar a clínica, a análise laboratorial e histopatológica.
– Os marcadores desta doença são HLA de classe II, haplótipo DQ2 (codificado pelos alelos DQA1*0501 e DQB1*0201) e DQ8 (codificado pelos alelos DQA1*0301 e DQB1 *0302) são encontrados em 30% das pessoas, tendo portanto um alto valor preditivo negativo, o resultado negativo para ambos é essencial para excluir a doença, uma vez que negativo a chance de não desenvolver a doença é menor que 99 %.